Saúde

O Fim do Médico?

Uma paciente japonesa foi diagnostica com leucemia mieloide aguda, um tipo de câncer do sangue caracterizado pelo rápido crescimento de células de defesa. A paciente recebeu quimioterapia em um hospital ligado a Universidade de Tóquio, no entanto sua recuperação estava lenta demais. Os médicos recorreram ao Watson. Watson é um sistema de inteligência artificial desenvolvido pela IBM. Ele tem a disposição toda informação científica disponível, além de poder ser alimentado com protocolos clínicos das instituições médicas e dados genéticos dos pacientes.

Os médicos japoneses alimentaram o sistema com dados genéticos da paciente e em dez minutos Watson fez o diagnóstico de uma mutação relacionada a um tipo específico de leucemia. A quimioterapia foi modificada e a paciente evoluiu de forma satisfatória. Não que os médicos não pudessem chegar ao mesmo diagnóstico, mas provavelmente demorariam duas semanas para isso.

Em 2006, Anne Wojcicki, ex-mulher de Sergey Brin, co-fundador do Google, fundou a 23andMe. O lançamento de seu teste genético foi em alto estilo durante o fórum econômico mundial em Davos na Suíça. Bono Voz, vocalista do U2, foi visto cuspindo no kit de obtenção de saliva para obter seus dados genéticos e descobrir a predisposição para mais de 90 doenças. Em 2008, a revista Time, definiu esse produto como o “produto do ano”. Entretanto o FDA, colocou um freio nisso tudo, apesar de recentemente ter voltado a liberar o teste para 10 doenças.

Big Data, nanotecnologia, genética, aplicativos, telemedicina, biologia sintética e robôs são alguns dos exemplos de como a tecnologia tem ajudado no cuidado com a saúde. Seria o fim dos médicos? Provavelmente não. No entanto, seria sim o fim da medicina da forma que estamos acostumados. Talvez não somente fazendo as mesmas coisas de forma melhor mas provavelmente fazendo novas coisas de forma que as antigas possam parecer obsoletas.

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