Saúde

Blockchain na Saúde

Você já deve ter ouvido falar em blockchain. Para muitos o conceito de blockchain está diretamente ligado ao Bitcoin e as cryptomoedas. Mas essa tecnologia não está restrita a esse mercado de moedas digitais. A tecnologia blockchain tem grande potencial na área da saúde, colocando o paciente no centro do sistema, aumentando a segurança, a privacidade e a interoperabilidade de dados.

O que é blockchain?

O blockchain tem como base a descentralização. De um modo geral, uma rede de computadores, onde cada computador é chamado de nó garante a segurança do sistema. Quando uma nova mensagem entra nessa rede, ela é propagada entre todos os nós de forma criptografada e privada. Não existe um controle central único. Cada parte dessa grande rede confere segurança a rede como um todo.

Qual o potencial para o uso do blockchain no sistema de saúde?

Imagine agora que toda informação médica de cada um de nós pudesse ser gravada, criptografada de forma virtualmente incorruptível, em uma base de dados cujo autorização de acesso só pudesse ser dada por cada um de nós. Cada anotação médica, prescrição ou visita hospitalar seria gravada nesse sistema sem a preocupação com incompatibilidade. Dados produzidos por nossos wearables poderiam ainda fazer parte desse “nosso” banco de dados. O desdobramento de tantas informações seria fantástico não somente para o usuário individualmente, mas para o sistema de saúde como um todo.

O compartilhamento de dados poderia melhorar a acurácia diagnóstica, tornar os tratamentos mais eficientes e entregar um cuidado de saúde mais custo-efetivo.

O usuário estaria no controle de todas as suas informações médicas, com dados completos, duráveis e de alta qualidade. Entretanto, o sistema tem seus problemas. O grande consumo de energia é um deles.

Quando isso vai acontecer?

Uma recente pesquisa realizada pela IBM com 200 executivos encontrou que 56% deles esperava implementar uma solução comercial utilizando essa tecnologia até 2020. Muitas empresas, sendo algumas delas startups, começam a investir no uso da tecnologia blockchain na área da sáude.

A MedRec, inciativa do Mit Media Lab, é um protótipo de autenticação de dados médicos com objetivo de contribuir no acesso, compartilhamento e interoperabilidade de dados na área da saúde. A PokitDok, criou em 2016 um sistema chamado DokChain, uma rede de distribuição de transações financeiras e de dados para a indústria de saúde. Já recebeu quase 50 milhões de dólares de investimentos de diversos fundos americanos. Outras empresas como a Guardtime investem na segurança de dados.

Parece que o futuro chegou a saúde. Como se não bastasse a inteligência artificial, a robótica, a genética e a medicina personalizada, parece que outras tecnologias como o blockchain vieram para fazer parte desse jogo e tornar o sistema de saúde mais eficiente para todos.

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